Reportagens

 

 

Como se escolhe o país sede para a copa do mundo?

por Suzaeny Lima

A escolha é feita por um comitê executivo da FIFA (Federação Internacional de Futebol), composta por 24 pessoas. Geralmente eles se reúnem seis ou sete anos antes do início da copa. Desde 2000 ficou decidida a realização de rodízio para selecionar o continente responsável para abrigar o campeonato.

Os países interessados devem se candidatar ao cargo e apresentar um projeto que supra as necessidades de infra-estrutura da cidade para receber, além dos turistas, as 32 equipes e suas comitivas durante um mês e também infra-estrutura nos estádios para as 64 partidas que serão realizadas. Ainda existem critérios como, por exemplo, a segurança, aeroporto, hotéis e turismo. No caso dos estádios é necessário que todos os assentos sejam numerados e que tenham estacionamentos e hospitais nos arredores.

O comitê executivo analisa o dossiê de cada país-candidato, visitam as instalações desses países, se reúnem e votam através do sistema de urna secreta. A cada turno, o último colocado é eliminado, até que sobrem apenas dois. Em caso de empate, o presidente da Fifa é quem dá o voto decisivo.

Há quem diga que esse sistema é falho, pois além de serem poucas pessoas para votar o voto é secreto. O que abre espaço para armação, suborno e pressão. Para o ex-assessor do Ponte Preta, Rafael Belatini, a ideia é interessante, mas tem problemas. “O meio é correto, porém a forma não. Há muita politicagem”, explica.

De acordo com o site duplipensar.net, a questão política é a razão pela qual a Europa e as Américas são as sedes de 90% de todas as copas do mundo de 1930 a 2010. Essa linha Europa-América foi dissolvida apenas em 2002 com a copa sendo sediada na Coréia do Sul e Japão.

Para a próxima copa em 2014, o rodízio de continentes contemplou a América do Sul e o país escolhido foi o Brasil. Foram escolhidas 12 cidades onde ocorrerão os jogos. Vale a pena ressaltar que o Brasil acabou sendo candidato único. A Colômbia até se candidatou, mas desistiu no meio do caminho. Por esse motivo, a Fifa divulgou o fim do rodízio de continentes, para evitar as candidaturas únicas.

Popularidade de Dunga cai
Por Ketlin Brito
É em meio a altos e baixos com a torcida que os técnicos de futebol do mundo inteiro passam os dias. Em um momento estão no auge do sucesso, com toda a população do seu lado, e no outro, estão desempregados.

Não que o técnico da seleção brasileira esteja a caminho de ser demitido, mas uma pesquisa do Datafolha mostra que um em cada dois brasileiros desaprova Dunga. Um dos principais fatores que levaram ao atrito com a população foi a escolha dos jogadores para a Copa do Mundo (a famosa convocação!).

Para os leigos em futebol, esse último parágrafo merece uma explicação. A convocação – para quem ainda está meio perdido – é feita pela comissão técnica da seleção, que inclui o técnico, seu assistente, o preparador físico, médicos, etc. Estes, depois de analisarem o desempenho e qualidade dos jogadores brasileiros, escolhem os melhores e os “escalam” (convocam) para a Copa do Mundo, o maior evento de futebol do planeta.

A reclamação dos torcedores é que o treinador deixou de fora grandes nomes como Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Ganso e Neymar. O professor de Educação Física, Lucas Viana, entende que a decisão de Dunga foi acertada em partes. “Não tem como agradar a todos. A população tem a mania de só apoiar um time quando este está em uma boa fase”, pondera. Porém, reclama que o técnico não deu ouvidos ao povo e que deveria ter levado Ganso no lugar de Josué, convocado para ser o reserva dos volantes (volante seria um meio de campo defensivo).

Em defesa do treinador, Jasley Siqueira, estudante de Engenharia Mecânica e torcedor ávido do Brasil, afirma aprovar os escolhidos de Dunga. “A maioria dos jogadores que os torcedores clamavam que fossem convocados era só por modismo. Dunga foi racional e convocou os que não vão dar trabalho para ele”, considera. O formando em Ciência da Computação, Fágner Carvalho, reflete que não tem como deixar as pessoas opinarem na escalação. Para ele, o povo quer estrelas, mesmo que elas estejam em baixa, e isso pode ser prejudicial.

2 Comments Add your own

  • 1. prof. Tales  |  May 27, 2010 at 1:47 pm

    Boas matérias. Faltou só um pouquinho de revisão do texto.

    Reply
  • 2. Vilma Relvão  |  May 28, 2010 at 7:59 pm

    amei amiga ta demaisssss..
    parabéns….

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